Quem é Thaís Vaz, ex-atriz de Malhação que perdeu visão após agressão de ex-namorado

A artista interpretou a personagem Flávia no folhetim adolescente da Globo, em 2004

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
28 de Julho de 2025 - 16:50
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A atriz Thaís Vaz ficou famosa após interpretar a personagem Flávia em "Malhação", da Globo, em 2004. Em entrevista recente, ela acabou revelando que perdeu a visão após uma agressão de um ex-namorado.

Atualmente, além de atriz, Thaís é diretora com mais de 20 anos de carreira. Ela dirige e atua na peça “Hiena: o riso sobre o tóxico”, espetáculo baseado em sua própria história de superação. Nas redes sociais, ela também tem se dedicado a orientar e apoiar outras mulheres que vivem ou viveram relações abusivas.

Em entrevista à Marie Claire, Thaís relatou que a agressão aconteceu durante um Carnaval em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Ela e o então namorado discutiram, mas continuaram com o grupo de amigos.

"Ele bateu no vidro, que quebrou com força e atingiu meu olho. Foi uma correria. Nem eu tinha entendido direito o que tinha acontecido. O braço dele também ficou gravemente ferido", contou.

Complicações após agressão

A princípio, Thaís não perdeu a visão imediatamente. Contudo, com o tempo, as complicações se agravaram. “Tive deslocamento de retina, catarata traumática, corte na córnea… tudo de pior. Depois de um tempo, a retina deslocou de novo e não teve mais jeito. Fiz uma cirurgia de cinco horas, mas não consegui recuperar a visão”, disse.

Hoje, ela utiliza uma lente estética que a ajudou a manter sua atuação em cena. “Graças a Deus, tive uma boa adaptação, 80% das pessoas não têm essa sorte. É caro, foi uma bênção. Isso me permitiu trabalhar”, afirmou a atriz. Um ano e meio após a última cirurgia, Thaís entrou para o elenco de "Malhação", mas optou por não contar a ninguém sobre o ocorrido no início.

Apesar da conquista, ela afirma ter enfrentado barreiras no meio artístico após Malhação. “Depois da novela, só fiz um teste. Meu cadastro tinha uma anotação: ‘Reparar no olho esquerdo’. Nunca mais me testaram”, lamentou. A falta de oportunidades expôs um estigma que, segundo ela, ainda é comum na indústria.

Thaís enfatizou que seu objetivo ao contar a história não é expor o agressor. "O foco não é ele. É sobre a gente, sobre como identificar sinais, como sair. No começo, o cara não é um monstro. Você se apaixona primeiro. Depois vêm os abusos", alertou. 



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