Marina Alves volta a trabalhar após 4 anos afastada para tratar câncer

Jornalista enfrentou um linfoma agressivo e, três anos e meio após transplante, retoma sua rotina na redação.

Matéria por  Matheus Facundo
01 de Dezembro de 2025 - 16:18
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Após quatro anos afastada para tratar um linfoma, a jornalista da TV Verdes Mares Marina Alves voltou a trabalhar na redação do Sistema Verdes Mares, onde foi recebida por aplausos nesta segunda-feira (1º). A história da cearense inspirou o filme "Milagre do Destino", da Globoplay, que conta a narrativa por trás do transplante de medula óssea. 

"Esses quatro anos foram de batalha em cima de batalha. Mas estou me sentindo bem e disposta e feliz demais em estar aqui, e voltando nessa etapa que eu esperava há tanto tempo, que é voltar a trabalhar", definiu a repórter. 

Já sentada em sua nova bancada, Marina confessou estar "com um misto de sentimentos", mas, principalmente, "gratidão". 

Marina retorna com o posto de produtora da TV Verdes Mares, e foi recebida com flores.
Legenda: Marina retorna com o posto de produtora da TV Verdes Mares, e foi recebida com flores.
Foto: Fabiane de Paula.

Eu enfrentei muitas batalhas difíceis. Então, assim, a expectativa para esse retorno era muito grande, né? Porque, de fato, assim, a meu ver, é como uma virada de chave. Eu estava ali isolada, digamos, ainda, tendo muitas enfermidades ainda, então hoje estar apta a voltar é um recomeço, é uma felicidade muito grande e eu estou me sentindo pronta para enfrentar aqui qualquer desafio que surgir para mim na redação.
Marina Alves
Jornalista do SVM

Relembre a história 

Marina foi transplantada em 2022 e, desde então, a repórter tem enfrentado uma nova vida. Agora, ela retorna para uma nova rotina, na produção dos telejornais da TV Verdes Mares, e com todos os cuidados, pois está no meio do esquema vacinal. Um paciente transplantado precisa refazer o esquema, com todas as vacinas desde criança. 

Ela descobriu o linfoma, um tipo de câncer raro e agressivo, em 2021, ao se sentir mal no trabalho, e venceu as estatísticas, pois, à época, médicos informaram que a única seria o transplante de medula. Mas, a chance de achar um doador compatível é de 30% entre irmãos e muito menor quando se busca entre não-aparentados, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Foi quando, no próprio hospital onde estava internada, a jornalista descobriu que Lumara Sousa, uma das técnicas de enfermagem que trabalhava no banco de sangue e que já havia, inclusive, enviado mensagens para ela para destacar a semelhança entre as duas, era sua irmã por parte de pai.



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