Marcelo VIP, um dos maiores golpistas do País, não gostou de ser vivido por Wagner Moura no cinema

Ex-golpista desaprovou ator e mudanças na história no cinema.

Matéria por  Redação
10 de Dezembro de 2025 - 19:19
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Marcelo VIP, conhecido nacionalmente pelos golpes que aplicou nos anos 2000, teve sua trajetória retratada no cinema no longa “VIPs”, lançado em 2010 e estrelado por Wagner Moura. Ele morreu nessa terça-feira (9) em decorrência de cirrose hepática.

No entanto, antes de morrer aos 49 anos, em Joinville (SC), Marcelo deixou claro que não ficou satisfeito nem com a escolha do ator nem com a forma como sua história foi adaptada.

Em entrevista concedida a Otaviano Costa, exibida pela Band em agosto, Marcelo foi direto ao comentar quem o interpretou.

“O Wagner Moura nunca foi a minha escolha para me representar”, declarou. Questionado sobre quem gostaria de ver no papel, respondeu sem rodeios: “Qualquer um menos ele”.

Além do elenco, Marcelo também criticou mudanças feitas na narrativa do filme. “Muitas coisas foram mudadas. Meu pai nunca foi piloto, minha mãe nunca foi cabeleireira, ela se aposentou na Justiça Eleitoral. Eles deram uma outra conotação. Tanto que nas minhas redes sociais as pessoas falam: o documentário é cem mil vezes melhor que o filme”, afirmou, citando o documentário “VIPs: Histórias Reais de um Mentiroso”, lançado no mesmo ano.

Apesar das críticas, o longa-metragem teve reconhecimento no circuito cinematográfico, conquistando quatro prêmios no Festival do Rio, incluindo o de melhor filme. Marcelo fez questão de destacar que sua insatisfação não estava ligada à parte técnica da produção.

“Não me enxergo daquela forma, até porque sei da história real. Mas enfim, o filme foi um sucesso de público, ganhou alguns prêmios. Sobre a execução do ator e da equipe, inquestionável. É mais sobre o conteúdo”, explicou.

Quem foi Marcelo VIP

Natural do Paraná, Marcelo ganhou notoriedade ao se passar por diferentes personagens, como músico, atleta e até filho do fundador da companhia aérea Gol.

O golpe mais conhecido ocorreu durante o Recifolia, em outubro de 2001, quando ele se apresentou como Henrique Oliveira, suposto vice-presidente da empresa e filho de Nenê Constantino.

Ao longo dos anos, acumulou condenações por crimes como estelionato, falsidade ideológica, roubo de avião e associação ao tráfico de drogas, somando mais de 34 anos de pena.

A morte de Marcelo foi confirmada nesta quarta-feira (10), em decorrência de cirrose hepática, doença crônica que causa cicatrizes no fígado e prejudica o funcionamento do órgão.

Atualmente, ele vivia um período de ressocialização como produtor de grandes artistas.



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