Mãe de Isis Valverde desabafa durante fase de tratamento contra câncer: 'Tenho que seguir'

Rosalba Nable iniciou nova etapa do combate à doença

Matéria por  Redação
15 de Outubro de 2024 - 15:56
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Diagnosticada com câncer de mama, a mãe da atriz Isis Valverde, Rosalba Nable, usou as redes sociais para refletir sobre a trajetória de enfrentamento à doença. Após finalizar as sessões de quimioterapia, a pedagoga iniciou, nessa segunda-feira (14), uma nova etapa do tratamento: a radioterapia.  

"O caminho até aqui foi duro, dolorido e muitas vezes me senti destruída mentalmente, sem forças para acreditar que seria possível. E foi possível? Essa pergunta requer uma dupla resposta, o que, ao mesmo tempo, não exclui outras respostas. Na cirurgia e quimioterapia vivenciei uma longa, escura e assombrada noite. Uma desesperada escuridão que assola e devasta a alma", desabafou. 

Na ocasião, ela explicou como serão as 15 sessões de radioterapia que devem ser realizadas no período de três semanas. Segundo Rosalba, a terapia acontecerá de segunda a sexta-feira até o fim do ciclo. "Essas radiações não são vistas durante a aplicação e me garantiram que não se sente nada durante a aplicação. Ao final, vou dividir com vocês a realidade disso tudo", garantiu. 

O diagnóstico de CA (câncer) se parece com um labirinto onde existem muitas portas, todas misteriosas e tenebrosas. Ou você as abre, ou permanece ali, naquele corredor estreito e sem volta. Pois é. Não existe outra escolha, racionalmente inteligente, a não ser seguir. A primeira porta conduz a uma câmara de tortura (a cirurgia). A segunda se abre para um depósito de armas (a quimioterapia)."
Rosalba Nable
Pedagoga e mãe de Isis Valverde

"A terceira porta, a que abro agora, após 5 meses de dor e medo, abriga flores, mas elas estão cobertas de espinhos. Mesmo assim (porque o mundo segue mesmo sem você), é outubro e esse mês anuncia a vida florindo quando isso acabar. Já fica mais fácil e consolador pensar que nada disso vai voltar, nunca mais. Na radioterapia dizem não existir dor, nem agulhas, nem efeitos colaterais agressivos e tem um momento em que precisamos descansar. Creio ter chegado o meu momento de esquecer o intenso sofrimento", acrescentou. 

Ao fim da análise, a pedagoga se mostrou esperançosa: "Meus cabelinhos decidiram começar a querer nascer; é primavera de 2024 em SP; estou solidamente tentando acreditar que sim, é possível uma vitória. Seguimos juntas".     



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