Leo Lins faz piada com câncer de Preta Gil após condenação a oito anos de prisão

Humorista foi condenado por propagar conteúdos discriminatórios

Matéria por  Redação
26 de Junho de 2025 - 17:43
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O humorista Leo Lins, condenado a mais de oito anos de prisão por propagar conteúdos discriminatórios, realizou o espetáculo "Enterrado Vivo", em São Paulo. Na apresentação no Teatro Gazeta, ele desdenhou da própria sentença judicial, chegando a ironizar o tratamento de câncer da cantora Preta Gil

A piada ocorreu enquanto Leo Lins relembrava um processo que a artista moveu contra ele em 2019, por danos morais. Ne época, ele tinha comparado a filha de Gilberto Gil com uma "porca" durante um programa de TV. 

Já na última apresentação, comentou: “A Preta Gil veio me processar por causa de uma piada de anos atrás. Três meses depois que chegou o processo, ela apareceu com câncer. Bom, parece que Deus tem um favorito. Acho que ele gostou da piada. E pelo menos ela vai emagrecer.”

Novo tratamento de câncer

A cantora Preta Gil iniciou outro tratamento contra um câncer de intestino. Ela deverá ficar mais dois meses nos Estados Unidos, e está sendo atendida em um centro médico especializado em Washington. 

No Brasil, a quimioterapia "não foi tão eficaz", conforme revelou a própria cantora. Por isso, decidiu viajar para fora, buscando novos tratamentos. No último dia 3 de junho, fez um post falando sobre sua rotina. 

"Começo meu tratamento dia 10. Enquanto isso, vou me fortalecendo fisicamente e espiritualmente, recebendo muito amor", escreveu ela.

Polêmicas de Leo Lins

Leo Lins tem sua carreira de humorista marcada por diversas polêmicas por contar piadas preconceituosas em seus shows. Ele teve um show retirado do próprio canal no YouTube, após decisão da Justiça a pedido do Ministério Público.

O vídeo, com mais de 3,3 milhões de visualizações, trazia conteúdo sobre minorias, citando um "ranking de privilégios" na sociedade. 

No dia 3 de junho, o influenciador deu o primeiro pronunciamento sobre a sua condenação a oito anos de prisão. A juíza Barbara de Lima Iseppi, da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, foi responsável pela sentença. Ela considerou um show em que o humorista fez declarações ofensivas contra negros, nordestinos, indígenas, idosos, obesos e homossexuais. 

“O exercício da liberdade de expressão não é absoluto nem ilimitado, devendo se dar em um campo de tolerância e expondo-se às restrições que emergem da própria lei”, diz um trecho da decisão. 



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