Klara Castanho inspira projeto de lei que pretende punir quem violar sigilo da adoção

Texto prevê multa de até R$ 48 mil para serviços de saúde que vazarem informações sobre entregas de bebês para terceiros

Matéria por  Redação
28 de Junho de 2022 - 10:22
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A deputado estadual Erica Malunguinho (Psol-SP) protocolou, nessa segunda-feira (27), um projeto de lei cujo intuito é garantir o sigilo para grávidas que entregarem legalmente a tutela do bebê para terceiros. A medida vale para mulheres cis e homens trans. O texto foi encaminhado após a repercussão do caso da atriz Klara Castanho, vítima de estupro.

Uma das normas redijidas exige que "a pessoa gestante que optar por fazer a entrega direta do bebê para adoção deverá ser tratada com cordialidade pelos profissionais que lhe atenderem, sem que sua decisão seja confrontada a qualquer tempo". 

O descumprimento dessa exigência pode gerar multas entre R$ 16 mil e R$ 48 mil, além da suspensão da licença estadual para funcionamento por 30 dias. 

A matéria inclui nas punições serviços de saúde e de assistência social públicos ou privados que vazarem informações sobre o nascimento e processo de entrega da criança para doação. 

Relembre o caso

Klara Castanho usou as redes sociais no último sábado (25) relatando ter sido vítima de estupro, que a deixou grávida. A criança, fruto da violência, foi entregue posteriormente à adoção. 

No relato, a atriz diz que tomou pílula do dia seguinte e tentou seguir a vida apesar do trauma. Após sentir muitas dores, foi ao médico e descobriu a gravidez em meio a uma tomografia. 

Castanho ainda disse ter sido vítima de violência médica. O profissional de saúde a obrigou a  ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo".

O hospital onde a atriz permaneceu internada, na Região Metropolitana de São Paulo, informou, no domingo (26), que será aberta uma sindicância interna para investigar a denúncia feita pela artista de que uma enfermeira teria ameaçado divulgar para a imprensa o fato dela ter entregado para adoção o bebê fruto de estupro que sofreu. 

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) informou que também vai investigar a denúncia da atriz Klara Castanho, de 21 anos, de que uma enfermeira teria ameaçado divulgar para a imprensa as informações sobre a entrega para a adoção de um bebê fruto de um estupro.

 

 



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