Influenciadores Bia Miranda e Buarque são alvos de operação policial no RJ contra Jogo do Tigrinho

Além dos dois, outros influencers como Maumau, Paulina de Ataíde, Paola de Ataíde e Lorrany Rafael também são alvos

Matéria por  Redação
07 de Agosto de 2025 - 09:20
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Os influenciadores Bia Miranda, Buarque e Maumau viraram alvos da Operação Desfortuna, deflagrada nesta quinta (7) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Ao todo, 31 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos contra um esquema de promoção ilegal de jogos de azar on-line, incluindo o 'Jogo do Tigrinho'.

Além deles, Paulina de Ataíde, Paola de Ataíde e Lorrany Rafael também foram citados como alvos da ação. Segundo a polícia, são investigados indícios de lavagem de dinheiro, estelionato, publicidade enganosa e crime contra a economia popular.

Os mandados são cumpridos com foco em 15 alvos, a maioria deles sendo influenciadores com quase 20 milhões de seguidores nas redes sociais. A operação está sendo realizada no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais.

Até o momento, nenhum dos influenciadores se pronunciou sobre o caso. Além deles, algumas Fintechs também são alvos da operação e tiveram a quebra do sigilo fiscal autorizada. 

Segundo informações do portal g1 do Rio de Janeiro, uma arma foi encontrada na residência do influenciador Maumau, que teria sido levado até uma delegacia em São Paulo, onde reside, para prestar esclarecimentos. 

Investigação sobre promoção ilegal de jogos

Em nota divulgada ainda na manhã desta quinta (7), a Polícia Civil do RJ apontou que as investigações teriam identificado sinais de "enriquecimento incompatível" com a renda declarada dos influenciadores. Os citados estariam ostentando itens luxos, veículos de alto padrão e imóveis de alto valor.

A corporação aponta que as investigações foram desenvolvidas de forma conjunta com o Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) e com o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD) da Polícia Civil.

Relatórios de inteligência financeira desenvolvidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) revelaram movimentações bancárias suspeitas que, se somadas, ultrapassam R$ 4 bilhões.

"Além da promoção de jogos ilegais, os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada", aponta a nota da PCERJ.



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