Influenciadora com 'pior dor do mundo' revela conversa com a filha sobre desejo de eutanásia

Carolina Arruda compartilha nas redes sociais sua rotina com o diagnóstico de neuralgia do trigêmeo

Matéria por  Redação
11 de Outubro de 2025 - 19:25
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A influenciadora Carolina Arruda, que ganhou notoriedade ao compartilhar nas redes sociais o cotidiano de quem convive com a chamada “pior dor do mundo”, voltou a falar sobre seu estado de saúde e a difícil decisão que vem enfrentando. Na sexta-feira (10), ela contou nos Stories que conversou com a filha sobre o desejo de realizar eutanásia, caso os tratamentos não tragam alívio significativo.

Carolina sofre de neuralgia do trigêmeo, uma condição crônica e incapacitante que afeta o sistema nervoso e causa dores intensas na região do rosto. O Hospital Albert Einstein descreve a doença como uma das dores mais severas conhecidas pela medicina, com crises agudas, em forma de choques ou pontadas, que podem durar de segundos a minutos e se repetir diversas vezes ao dia.

A influenciadora iniciou uma campanha na internet com o objetivo de arrecadar fundos para custear a eutanásia na Suíça, país onde o procedimento é legalizado. No entanto, recentemente, ela afirmou estar considerando outras alternativas antes de recorrer ao que chama de “último recurso”.

“Decidi dar uma chance a esse tratamento como a última alternativa antes de considerar outras medidas mais definitivas”, explicou, acrescentando que, se não houver uma redução de pelo menos 50% da dor, voltará a reavaliar o caminho a seguir.

Ao ser questionada sobre como a filha, Isabela, de 12 anos, reage à possibilidade, Carolina contou que sempre manteve um diálogo aberto com ela. “Sim, minha filha sabe de tudo da minha vida. Converso muito com ela. Ela, obviamente, não quer que eu faça, ninguém quer, mas ela entende, já disse que compreende”, afirmou.

A influenciadora relatou que a menina, que convive com a dor da mãe desde o nascimento, desenvolveu uma compreensão profunda da situação.

“Ela diz bem claro que, se a pessoa que sente uma dor prefere morrer do que continuar sentindo, é porque realmente essa dor é insuportável. Ela nunca sentiu essa dor, mas me vê desde que nasceu com isso. Então ela compreende muito melhor do que muito adulto alienado por aí”, disse Carolina.

Nas redes sociais, Carolina segue recebendo apoio e mensagens de solidariedade de seguidores que acompanham sua luta diária contra a doença e a busca por qualidade de vida.



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