Hytalo Santos pagava até R$ 3 mil por mês a pais de adolescentes

Jovens moravam com o influenciador e faltavam aula para gravar conteúdos para as redes sociais

Matéria por  Redação
18 de Agosto de 2025 - 12:05
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Os pais dos adolescentes que moravam e gravavam conteúdos com Hytalo Santos, preso por exploração sexual de menores e tráfico de pessoas, recebiam mesadas entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. A informação foi revelada durante as investigações contra o influenciador digital paraibano, que mantinha os jovens em situações degradantes em uma mansão em João Pessoa (PB), segundo ex-funcionários. 

A maioria dos familiares dos jovens vivem em Cajazeiras, no Interior da Paraíba, cidade natal de Hytalo. Segundo reportagem especial do Fantástico, uma das mães revelou que não sabia se a filha ganhava mesada, e disse que não considerava que ela trabalhava para o influencer. 

Nenhuma denúncia dos pais ou responsáveis foi feita ao Conselho Tutelar da Paraíba. "Nós não conseguimos contato com os pais desses adolescentes. A gente queria tentar ver se a família dela poderia falar com a gente", informou Nadyelle Pereira, conselheira tutelar. 

Ambiente inadequado e gravidez de adolescente

Em depoimento ao Fantástico, ex-funcionários de Hytalo Santos afirmaram que a bebida alcoólica era liberada para os adolescentes. "Eu presenciei muita festa, bebida, e a bebida era vontade pra todo mundo. Todos bebiam, sem restrição", revelou outro ex-funcionário. Os adolescentes faltavam muitos dias de aula. 

As investigações apuraram ainda que uma das adolescentes engravidou enquanto vivia na casa e perdeu o bebê. Outro ponto apurado é que os jovens tinham frequência escolar prejudicada, com faltas constantes e atrasos. Alguns deles passavam até 50 dias fora da escola para realizar viagens de gravação.

Ao Ministério Público da Paraíba, que investiga Hytalo desde dezembro passado, uma ex-funcionária declarou que os ambientes da casa eram sujos e que os jovens ficavam sem alimentação adequada, dependendo da autorização de Hytalo para se alimentar.

Conforme os relatos, a residência funcionava como um reality show. Os adolescentes gravavam vídeos diariamente, muitas vezes em coreografias sensuais. Esse conteúdo era publicado nas redes sociais e, segundo o MP, gerava altos lucros para o influenciador por meio de publicidade, rifas e sorteios online.

 



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