Guta Stresser, a Bebel de A Grande Família, perde a casa em meio a tratamento de esclerose múltipla

A atriz contou que seu apartamento teve de ir a leilão por não conseguir mais arcar com o financiamento

Matéria por  Redação
10 de Julho de 2023 - 15:02
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Guta Stresser, 50, atriz que interpretou Bebel em 'A Grande Família', revelou ao Globo, nesta segunda-feira (10), que tem enfrentado momentos difíceis na carreira e na vida pessoal. A perda mais recente foi do imóvel onde mora, na zona oeste do Rio de Janeiro. O apartamento foi a leilão devido à artista não conseguir mais arcar com o financiamento.

Guta foi demitida da Globo em 2015 e, atualmente, está desempregada — em setembro, ela voltará aos palcos de Curitiba, onde nasceu, com a peça "Os analfabetos". Além disso, a artista lembrou que há três anos foi diagnosticada com esclerose múltipla, uma doença inflamatória crônica e autoimune.

"Desde que fiquei sem contrato com a Globo, não consegui mudar meu financiamento [do apartamento]. Estou tentando invalidar o leilão. Corro o risco de sair daqui sem nada do que paguei. O banco não quer saber se tenho esclerose múltipla e se estou sem emprego", desabafou a atriz.

Guta atribui sua situação financeira atual aos tratamentos feitos para conseguir engravidar por inseminação artificial. "Tentei várias vezes, mas não deu certo. E você não recebe o seu dinheiro de volta", explicou ela, que recentemente se separou do músico André Paixão, com quem mantinha um relacionamento há 15 anos.

"Estou tentando [fazer os tratamentos da esclerose]. [...] Quem tem grana, está bem de vida. Empregado, consegue. As pessoas falam em abundância. Que bom que veio para elas. Porque, para mim, a abundância veio e passou que nem um sopro. Já me vi quase na mesma merda, antes de entrar em 'A grande família'. Só que eu não tinha 50 anos nem esclerose", compartilhou Guta.

Autoestima

Apesar das dificuldades que enfrenta, Guta disse ao Globo que tenta manter o bom-humor e influenciar mulheres a se sentirem confortáveis em seus corpos. 

"Ok, estou passando esse perrengue na minha vida, mas que pitelzinho ainda sou. Quero que as pessoas que se influenciam por mim pensem assim: 'Olha lá. A Guta, que eu sempre adorei, é uma pessoa possível'. A gente pode ter autoestima, se gostar, sem estar dentro de um padrão que foi ditado pelo mundo. Quebrar padrões pode ser libertador", disse.

 



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