Após a operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que descobriu uma ameaça de ataque a bomba durante o show de Lady Gaga, em Copacabana, a equipe da cantora veio a público afirmar que só tomou conhecimento do assunto por meio da imprensa, no domingo (4). As informações são do portal norte-americano TMZ.
Segundo um porta-voz de Gaga, as autoridades brasileiras não informaram a equipe sobre a operação "Fake Monster" nem antes ou durante o show. O representante ainda afirma que a cantora não teve a chance de escolher não se apresentar, pois "ela entrou no palco sem o menor conhecimento do que poderia acontecer".
O TMZ ainda destacou que a equipe de Lady Gaga "trabalhou com as forças de ordem durante o planejamento e execução do show, e todas as partes confiavam nas medidas de segurança implementadas".
Operação "Fake Monster"
Sob um nome que referencia os fãs da Lady Gaga, chamados de "Little Monsters", a operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério da Justiça e Segurança Pública mirou um grupo que disseminava discurso de ódio e incentivava adolescentes a manter conteúdos criminosos em aparelhos eletrônicos.
Segundo as investigações, o grupo operava em redes sociais e tratava o plano de ataque como um desafio. Os envolvidos, incluindo adolescentes, estavam sendo recrutados para participar de ações violentas, com o uso de coquetéis molotov durante eventos públicos.
Durante a ação, um homem foi preso no Rio Grande do Sul por porte ilegal de arma e um adolescente foi apreendido no Rio de Janeiro por armazenar pornografia infantil. Ao todo, nove pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão em diferentes estados do país.
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