Empresário de Alexandre Pires é preso em investigação sobre garimpo ilegal na Terra Yanomami

O vocalista também está sendo investigado, como parte da Operação Disco de Ouro

Matéria por  Redação
05 de Dezembro de 2023 - 15:35
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O empresário do cantor Alexandre Pires, Matheus Possebon, foi preso preventivamente pela Polícia Federal em Santos, no litoral de São Paulo, após desembarcar do cruzeiro temático de Alexandre Pires, de acordo com informações do g1 publicadas nesta terça-feira (5). 

Vice-presidente da Opus Entretenimento, empresa que faz o gerenciamento de carreira de grandes artistas brasileiros, como Alexandre Pires, Ana Carolina, Alcione, Jota Quest e Daniel, Possebon está no centro de investigações por financiar o garimpo na terra indígena Yanomami. Ele seria um dos "responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes", afirma a Polícia Federal.

Em nota, a Opus Entretenimento informou desconhecer qualquer atividade ilegal relacionada a funcionários e parceiros da empresa. Quanto ao pagodeiro, manifestou solidariedade ao artista e disse que segue "confiando em sua idoneidade e no completo esclarecimento dos fatos".

Alexandre Pires foi conduzido, na manhã de segunda-feira (4), à sede da PF em Santos, ouvido e liberado. Ele é suspeito de ter recebido ao menos R$ 1 milhão de uma mineradora investigada em um esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal.

Operação Disco de Ouro

A investigação foi aberta depois que a Polícia Federal apreendeu, em janeiro de 2022, quase 30 toneladas de cassiterita extraída ilegalmente na sede de uma das empresas suspeitas. O carregamento seria enviado ao exterior.

A cassiterita é encontrada na forma de rocha bruta. Ela costuma ser vendida como um pó concentrado, obtido após o processo de mineração. Também é útil para a extração de estanho.

A Polícia Federal afirma que os investigados teriam montado um esquema para dar aparência de legalidade ao garimpo. A cassiterita seria extraída no território Yanomami, em Roraima, mas declarada no papel como originária do Rio Tapajós.

Ao longo do inquérito, a PF identificou uma rede de pessoas e empresas envolvidas na operacionalização das fraudes, dentre elas, Alexandre Pires e Matheus Possebon.



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