Dai Cruz, influenciadora que convivia com Epidermólise Bolhosa, morre aos 31 anos

Criadora de conteúdo compartilhava rotina da doença com seguidores nas redes sociais

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
25 de Fevereiro de 2024 - 19:57
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Morreu neste sábado (25), aos 31 anos, a influenciadora digital Dai Cruz. Ela morava em Jequié, no interior da Bahia, e compartilhava nas redes sociais a rotina com Epidermólise Bolhosa, doença rara caracterizada pelo aparecimento de bolhas na pele.

A confirmação da morte de Dai Cruz partiu da equipe da influenciadora nas redes sociais por meio de um vídeo com imagens da criadora de conteúdo. Ela contava com mais de 2 milhões de seguidores.

"Chegou um dos dias mais difíceis e tristes no nosso jardim, um daqueles dias em que passa um filme na nossa cabeça. O dia em que a nossa voz embarga na garganta, e lágrimas sem fim escorrem por nossa face. Mesmo em lágrimas, temos certeza que o céu está em festa", escreveu a equipe de Dai Cruz na conta dela no Instagram.

"Foram 31 anos de sofrimento que a EB impôs a ela, mas com todo o sofrimento ela conseguiu deixar bravamente um legado lindo, ensinou a muitos o verdadeiro sentido da vida, do amor, da força e principalmente da fé. Gratidão a Deus por nos permitir conviver com alguém tão especial, tão incrível. Dance muito e descanse pequena", finalizou a postagem.

O que é epidermólise bolhosa?

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença, também chamada de EB, a condição é rara. A estimativa é de cerca de 500 mil pessoas tenham em condição em todo o mundo, e a Associação DEBRA, que trata do tema no País, contabiliza 802 casos no Brasil.

"É uma doença genética e hereditária rara, que provoca a formação de bolhas na pele por conta de mínimos atritos ou traumas e se manifesta já no nascimento. As crianças com Epidermólise Bolhosa são conhecidas como “Crianças Borboletas”, porque a pele se assemelha às asas de uma borboleta devido à fragilidade provocada pela alteração nas proteínas responsáveis pela união das camadas da pele", esclarece o Ministério.

A doença não tem cura e não é transmissível. Nos últimos cinco anos, 121 mortes foram registradas por complicações da Epidermólise Bolhosa. Ao todo, existem mais de 30 tipos da condição catalogadas pelas autoridades de saúde.



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