Conheça a verdadeira história de Numa Turcatti, personagem do filme 'A Sociedade da Neve' da Netflix

O uruguaio era estudante de Direito e aceitou acompanhar os amigos do time de rugby amador na viagem para o Chile

Matéria por  Redação
08 de Janeiro de 2024 - 19:26
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Para os sobreviventes do acidente do Andes, Numa Turcatti foi uma das pessoas que impulsionou a última e sucedida expedição para conseguir o resgate. O drama dos passageiros do voo 571 da Força Aérea Uruguaia foi retratado no filme "A Sociedade da Neve", que teve estreia no dia 4 de janeiro. A aeronave saiu de Montevidéu, no Uruguai, com destino a Santiago, no Chile, mas bateu na Cordilheira dos Andes.

Ao todo, eram 45 pessoas — incluindo os jogadores do time de rugby amador uruguaio Old Christians, amigos e familiares — e 29 sobreviveram a queda. O grupo ficou 72 dias isolados na neve, em 1972, sem acesso à comida ou outros recursos. Apenas 16 sobreviveram. 

Na produção, Numa é interpretado pelo ator uruguaio Enzo Vogrincic, que se baseou em conversas com os sobreviventes para fazer a caracterização do personagem.

Quem foi Numa Turcatti?

O uruguaio Numa Turcatti era um estudante de Direito de 25 anos que estava acompanhando os amigos na viagem para o Chile. Ele não fazia parte do time de rugby, mas aceitou viajar pela diversão. Conforme o jornal La República, ele saiu ileso do acidente de avião e logo formou uma equipe para ajudar os feridos. Ele também fez parte de duas expedições em busca de ajuda para além do vale de neve em que estavam. 

Quando os amigos começaram a consumir carne humana para conseguir sobreviver, do corpo dos mortos que estavam congelando, ele se negou. Em diversas oportunidades, recusou o consumo. Porém, foi obrigado para conseguir se manter vivo. 

No entanto, após uma infecção na perna, o corpo já fragilizado não conseguiu conter a infecção geral. Nos últimos dias de vida, Numa parou completamente de comer e jogava fora a carne que os amigos lhe davam para ele se alimentar. 

Ele morreu com 25 quilos, após 61 dias de sobrevivência na montanha. O amigo "Pancho" foi o último a vê-lo com vida e rezou um rosário no leito de morte de Numa. Ele faleceu no dia 11 de dezembro de 1972, duas semanas antes do resgate. Com ele, os amigos encontraram um trecho em papel escrito: "não há amor maior que aquele que dá a vida por seus amigos". 

Ele foi uma das pessoas mais importantes para o grupo, e a morte dele causou um impacto em todos, sendo estopim para a última expedição, realizada por Roberto Canessa e Nando Parrado, que encontraram uma pessoa e conseguiram ajuda para salvar os sobreviventes restantes. 

 



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