Cachorro de Alain Delon, Loubo, não será sacrificado conforme pedido do ator

Familiares de Alain se pronunciaram por meio da Fundação Brigitte Bardot

Matéria por  Redação
20 de Agosto de 2024 - 21:49
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A família do ator francês Alain Delon, que morreu aos 88 anos no último domingo (18), esclareceu rumores sobre o destino do cão do artista, um pastor belga. Segundo os familiares, o cachorro Loubo não será sacrificado para acompanhar o artista no túmulo, como era a vontade de Delon.

O astro do cinema sempre expressou seu apego e amor pelos cães. Durante uma entrevista em 2018, ele relatou o carinho especial que tinha por Loubo. "Eu tive 50 cães na minha vida, mas tenho um relacionamento especial com este. Ele sente a minha falta quando eu não estou lá", disse.

O artista revelou ainda um último desejo: "Se eu morrer antes do meu cão, pedirei ao veterinário que partamos juntos. Prefiro isso a saber que ele poderá morrer na beira do meu túmulo com tanto sofrimento"

Nesta terça-feira (20), os parentes de Alain se pronunciaram, por meio da Fundação Brigitte Bardot. "Não se preocupem com Loubo! Ele tem seu lar e sua família. Não será sacrificado",diz o post da fundação, presidida pela ex-atriz francesa, defensora dos direitos dos animais.

Morte de Alain Delon 

No último domingo (18), comunicado divulgado pela família informava a morte do astro do cinema Alain Delon, aos 88 anos. 

"Alain Fabien, Anouchka, Anthony, assim como (seu cachorro) Loubo, têm a imensa tristeza de anunciar a partida de seu pai. Ele faleceu pacificamente em sua casa em Douchy, cercado por seus três filhos e sua família (...)A família pede gentilmente que sua privacidade seja respeitada neste momento extremamente doloroso de luto", diz a nota.  

Alain Delon interpretou de mocinho a gângsters irresistíveis, estrelando mais de 80 produções cinematográficas. Dentre elas, "O Sol por Testemunha" (1960), "Rocco e Seus Irmãos" (1960), "O Samurai" (1967) e "A Piscina" (1969). Seu último papel no cinema foi "Asterix nos Jogos Olímpicos" (2008).  

Desde que sofreu um AVC em 2019, o ator debilitado com as sequelas do derrame e tentava encerrar sua vida por meio de suicídio assistido, segundo o filho mais velho.   

A prática é permitida na Suíça, país em que Delon vivia, mas ilegal em outros países, incluindo a França.



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