Tubarão cabeça-chata é encontrado por pescadores em praia de Fortaleza; veja vídeo

Especialista alerta que espécie está ameaçada de extinção e que captura é 'atualmente proibida' no Brasil

Matéria por  Redação
20 de Março de 2025 - 18:06
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Um tubarão cabeça-chata foi encontrado por pescadores próximo à praia do Caça e Pesca, em Fortaleza, na manhã da última terça-feira (18). A espécie, cujo nome científico é Carcharhinus leucas, faz parte da fauna costeira e está protegida pela Portaria MMA nº 354 de 2023, por ser ameaçada de extinção

"A captura é atualmente proibida em todo território nacional", afirma o professor adjunto do Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Vicente Vieira Faria, que também atua na pós-graduação do próprio departamento, assim como do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) e do Departamento de Engenharia de Pesca.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, o professor afirmou que, caso alguém capture o animal em rede de pesca, o recomendado é devolver o tubarão para a água, estando ele vivo ou não. "Se estiver vivo, tomar cuidado no manuseio, mesmo se manusear pela cauda, pois o animal tem muita flexibilidade e pode chegar em quem segura".

No entanto, ninguém sabe o paradeiro do animal no momento, nem se o corpo foi devolvido ao mar. O Diário do Nordeste entrou em contato com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Ceará, mas aguarda retorno.

Em nota, a Polícia Militar do Ceará (PMCE) revelou que os policiais foram ao local, mas os populares afirmaram que não sabiam quem tinha levado. "Buscas foram realizadas na área, porém, o animal não foi encontrado".

Animal de distribuição global

Conforme Vicente Vieira Faria, o animal é uma espécie de distribuição global, ou seja, pode ser encontrado em diferentes regiões do globo. "Portanto, pode se afastar muito da costa. Mas também frequenta águas costeiras, inclusive entrando em estuários e até mesmo rios", acrescentou. Naturalmente, essa espécie de aproxima de áreas rasas. 

O especialista afirmou que já tiveram registros de incidentes com humanos no caso dessa espécie. Porém, explicou que os incidentes ocorreram em localidades e situações pontuais, e que é normal, considerando a ampla faixa de distribuição da espécie.

No entanto, nunca houve registro de incidentes na costa do Ceará. 

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