Pesquisadores descobrem nova espécie de anfíbio exclusivo do Ceará

O Pristimantis relictus é o 5º anfíbio endêmico do Estado, e vive nas regiões úmidas das serras

Matéria por  Renato Bezerra
25 de Fevereiro de 2022 - 17:41
capa da noticia

Uma nova espécie de anfíbio endêmico do Ceará foi descrita oficialmente esta semana por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Rio Grande e Universidade Estadual Paulista (Unesp). Nomeado de Pristimantis relictus, o anfíbio é natural dos chamados “Brejos de Altitude” do estado, ou seja, as regiões de serras.

Igor Joventino Roberto, biólogo e pesquisador colaborador da UFC e da Universidade Federal do Cariri (UFCA), explica que a descoberta, publicada na última terça-feira (22) em artigo na revista científica Zootaxa, se deu após análise genética e de vocalização do sapo. 

"A gente já faz pesquisa há bastante tempo sobre os anfíbios e répteis do Ceará e tínhamos evidências que essa população das serras se tratava de uma espécie nova. A partir da análise genética e comparando o canto dessa espécie com outras já identificadas vimos ser uma ainda não descrita na ciência", disse. 

Segundo ele, trata-se da 5ª espécie endêmica do Ceará, já comum nas florestas úmidas das serras do Estado, com biodiversidade similar aos da Amazônia e Mata Atlântica. 

"Essas especies são mais adaptadas as florestas úmidas, precisam dessa umidade, temperatura e vegetação específicos para conseguirem sobreviver, por isso estão restritas a essas regiões florestais", esclarece. 

Ainda segundo o pesquisador, a espécie é considerada abundante nas serras de Maranguape, Aratanha, Meruoca, Baturité e em toda a região da Ibiapaba. A existência do Pristimantis relictus, no entanto, depende da conservação do bioma ao redor. "Como é uma espécie que precisa desse tipo de clima, se você tem um desmatamento, uma derrubada de árvores, e a área começa a ficar quente e seca, a tendência é que ela não ocorra mais", diz. 

Características

Classificada como de pequeno porte, o Pristimantis relictus pode chegar a 33 milímetros as fêmeas, com os machos em tamanho um pouco menor, até 29 milímetros. 

Possuem uma grande variedade de cores, com indivíduos em tons de cinzas, alaranjados, marrons, e são geralmente encontrados na vegetação, vocalizando nas folhas, nos galhos e troncos de árvores.

A espécie tem reprodução prolongada durante toda a estação chuvosa de dezembro a abril, e acontece no modo de desenvolvimento direto, segundo Igor Joventino Roberto. "As fêmeas colocam os ovos em ambientes úmidos e eles se desenvolvem diretamente em pequenos sapinhos, já formados, não passam pela etapa de girino. Ela não precisa do corpo d'água para colocar os ovos", explica o biólogo. 



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: