Fenômeno raro ilumina o céu de Maranguape; veja vídeo e entenda os 'sprites'

A explosão de luz foi registrada pela Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoro

Matéria por  Redação
21 de Abril de 2022 - 19:06
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A Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), instituição científica formada por astrônomos profissionais e amadores, capturou jatos gigantes de luz no céu de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, na madrugada desta quinta-feira (21).

O fenômeno raro consiste na descarga elétrica entre tempestades. Na literatura astronômica, é caracterizado como evento luminoso transiente. 

Assista ao vídeo:

Em entrevista ao CETV 1ª edição, da TV Verdes Mares, o astrônomo amador Lauriston Trindade explicou que a classe das rajadas de eletricidade observadas em Maranguape é chamada de “sprites”, e elas foram vistas às 4h28 e às 4h44 de hoje. 

"Quando uma grande tempestade se forma, é muito comum ver os relâmpagos, entre as nuvens ou entre a nuvem e solo, mas os 'sprites' são emissões energéticas muito poderosas entre o topo das nuvens e alta atmosfera”, disse.

Segundo Lauriston, os "sprites" registrados podem ter chegador a quase 95 km de altitude. 

O que são os “sprites” no céu?

Segundo a Bramon, os “sprites” são eventos luminosos transitórios de origem elétrica que ocorrem acima das nuvens de tempestade. 

Por que eles ocorrem?

A rede explica que eles são gerados por intensas descargas elétricas que partem dos topos das nuvens e se estendem até o limite superior da mesosfera (em torno de 95 Km de altitude). 

Depois, essa descarga provoca um flash de plasma que, por alguns milissegundos, se ilumina em formatos variados. Dentre eles, água-viva, pés de cenoura e podem até apresentar formato semelhante ao de fadas

Descoberta recente

Até o fim do século XX, os “sprites” eram fenômenos pouco conhecidos. Os estudos sobre eles se limitavam a  relatos e especulações, segundo a Bramon. Por muito tempo, muitos os associavam a fenômenos sobrenaturais como fantasmas ou OVNIs. 

Algumas das explicações consideradas naquela época é que seria apenas uma ilusão de óptica e havia até quem duvidasse da sanidade mental das testemunhas.

Essa área de estudo só começou a ter alguma credibilidade e relevância a partir de 1989, quando os primeiros “sprites” foram registrados acidentalmente em uma câmera de vídeo.


Mas por que esses eventos são chamados “sprites”?

Em 1995, uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Alaska Fairbanks usava o termo “Red Sprites” para nomear os recém-descobertos fenômenos. 

O nome “sprite” remete a uma criatura do folclore europeu também chamada de “espírito do ar”. É um nome que lembra a origem destes fenômenos que, muitas vezes, eram atribuídos à sobrenaturalidade. 



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