De quermesse a festas de padroeiros, Arquidiocese de Fortaleza proíbe bebidas alcoólicas em eventos religiosos; entenda

Decisão foi tomada na Assembleia do Clero para eliminar práticas que possam 'comprometer a vida, a harmonia e o bem-estar das famílias'

Matéria por  Nícolas Paulino
17 de Janeiro de 2025 - 12:11
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A Arquidiocese de Fortaleza publicou um decreto, no último dia 12 de janeiro, que proíbe o uso e comercialização de bebidas alcoólicas em festas, eventos e celebrações – inclusive de padroeiros nas comunidades – promovidas em seu território. Com vigência imediata, a decisão foi deliberada na Assembleia do Clero, realizada entre os dias 6 e 10 de janeiro de 2025.

Segundo a entidade, a medida foi adotada como gesto concreto do Jubileu da Esperança, tem como objetivo "promover a vida, a harmonia e o bem-estar das famílias e comunidades", e se orienta por escritos do Papa Francisco.

A decisão também tem amparo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cujo documento 100 estabelece que “a venda de bebida alcoólica contrasta com os programas de defesa da vida e combate à drogadição que a Igreja promove”.

O decreto foi assinado pelo arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, e pelo padre Abel Jakson Peixoto Lima, chanceler da Cúria.

“É urgente a conversão das comunidades paroquiais para evitar o contratestemunho de promoção do consumo de álcool em quermesses ou outras atividades recreativas da comunidade”, declarou Dom Gregório.

Atualmente, a Arquidiocese é formada por 148 Paróquias e Áreas Pastorais, distribuídas em mais de 30 cidades, incluindo Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Canindé e Baturité.

Onde as bebidas alcoólicas foram proibidas?

O documento orienta que sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos responsáveis pela organização de eventos arquidiocesanos, paroquiais ou comunitários devam garantir que todas as celebrações ou eventos festivos sejam realizados sem a presença de bebidas alcoólicas.

Em seu lugar, devem-se promover "alternativas saudáveis e espiritualmente edificantes para todos os participantes".

O decreto estabelece que a observância é obrigatória por todos os fiéis, líderes pastorais, paróquias e instituições arquidiocesanas, "como um sinal de unidade e compromisso com a fé e os valores cristãos".



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