De dor de cabeça a crise hipertensiva e saúde mental abalada: saiba como chegaram os deportados dos EUA a Fortaleza

O balanço foi feito pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), que prestou atendimento aos repatriados

Matéria por  Luana Severo
09 de Fevereiro de 2025 - 10:25
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Grande parte dos 111 deportados dos Estados Unidos que chegaram ao Brasil por Fortaleza na última sexta-feira (7) apresentava quadros de dor de cabeça, crise hipertensiva e de saúde mental abalada.

O balanço foi feito pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), que prestou o total de 173 atendimentos aos repatriados ainda no Aeroporto Internacional Pinto Martins.

A equipe da FN-SUS era composta por 12 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e sanitaristas, que receberam os brasileiros em uma estrutura de três eixos: acolhimento, urgência e emergência e atendimento psicossocial.

Atendimentos

De acordo com o Governo Federal, durante a operação no aeroporto, foram prestados 126 atendimentos psicossociais, 32 assistenciais e 15 em saúde mental.

Os principais casos registrados envolviam episódios de cefaleia, crise hipertensiva e necessidade de assistência psicossocial.

"A equipe da Força Nacional do SUS busca prestar assistência à saúde de maneira humanitária e eficiente aos repatriados dos EUA, com foco em atendimento emergencial, avaliação médica e os primeiros cuidados psicológicos", explicou a enfermeira Amanda Dantas, coordenadora da iniciativa.

Depois que chegaram a Fortaleza, os repatriados embarcaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) rumo a Minas Gerais
Legenda: Depois que chegaram a Fortaleza, os repatriados embarcaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) rumo a Minas Gerais
Foto: Davi Rocha

"O Ministério da Saúde segue comprometido com a defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros, assegurando um regresso digno e seguro aos que retornam ao País", acrescentou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Acorrentados e machucados emocionalmente

Na sexta-feira, o Diário do Nordeste publicou que os repatriados chegaram ao Brasil acorrentados e com algemas e que muitos estavam "machucados emocionalmente", segundo a secretária dos Direitos Humanos do Ceará, Socorro França.

"Eles estavam presos, quase sem alimentos", destacou a gestora. Segundo ela, o Estado proporcionou que, assim que o grupo descesse do avião, sem algemas e sem correntes nos pés, recebesse comida, água e um kit de higiene.

No dia, o defensor público federal Edilson Santana afirmou que a Defensoria Pública da União vê "com preocupação" as condições em que as pessoas foram deportadas dos Estados Unidos para o Brasil. "A Defensoria está atenta a eventuais violações de direitos humanos que possam ter ocorrido e estamos à disposição, individualmente, de cada pessoa que chegou, mas, também, através da nossa atuação coletiva, para que possamos prestar assistência jurídica", afirmou.



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